Eles não conseguem imaginar outro futuro
Mais uma vez, Luiz Inácio foi eleito. Mais uma vez, o coletivo de investidores institucionais, corretores, diretores de bancos e especuladores individuais (agora voluntariamente lobotomizados por robôs de IA) reagiu com um “vende tudo” na Bolsa de Valores de São Paulo. Mais uma vez, o homem que assumirá novo mandato de quatro anos — bom de ouvido, fluido como um líquido que se adapta a qualquer recipiente — lançou no ar um nome para acalmar o mercado: Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí. A que ponto chegamos na nossa visão congelada do futuro? Os agentes do mercado de capitais não conseguem enxergar outro futuro senão aquele limitado pela taxa Selic, pelo déficit público e pela estabilidade. Do outro lado, os agentes da política econômica lulopetista não conseguem enxergar outro futuro senão aquele em que é necessário “acalmar o mercado”, apresentando no altar da Faria Lima alguém que seja a antítese de Luiz Inácio, mas a ele subordinado, de joelhos: alguém se lembra de Meire...