Within cells interlinked
Rodrigo Pimentel e Marcos Camacho personificam o hiperobjeto que é o crime organizado, cada um em vértices opostos desse monólito da morte. Acordam todo dia pensando estarem em grande empreitada um contra o outro, do "bem vs mal" ou "polícia vs bandido" ou "nós vs eles". Qualquer coisa assim, já que não importam os lados mas sim o versus. Porém, na verdade estão é um pelo outro. Aliados não vistos, não comunicados por palavras, mas partes do mesmo monólito, mesmo hiperobjeto. Pimentel engrandece seu dia com podcasts sobre política de estado; mas à meia-noite só tem para contar os livros e palestras que comercializou. Camacho passa transmissões sombrias por meio das carteirinhas OAB, mas sua janta é um prato frio sob a sola do coturno do carcereiro. Troque Pimentel/Camacho por Castro/Andrade, o raciocínio é o mesmo: o governador sacrificou quatro dos seus soldados em troca de uma sobrevida política; Andrade entregou cem "parças" para o moedor de c...